Sobre o Evento

 

Contribuição da Pesquisa Científica em Biodiversidade para a Melhoria da Qualidade de Vida na Amazônia

 

O Programa de Pesquisa em Biodiversidade – PPBio gerado no âmbito da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento – SEPED, do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI). Criado em 2004, sua missão é desenvolver uma estratégia de investimento em Ciência e Tecnologia que priorize e integre competências em pesquisa e transferência de conhecimento em biodiversidade. O programa conta atualmente com a participação de 148 pesquisadores sediados em mais de 20 instituições nas regiões da Amazônia oriental e está estruturado em três componentes: Inventários, Coleções e Projetos Temáticos.

 

A rede do Programa de Pesquisa em Biodiversidade da Amazônia Oriental é formada pelos Núcleos Regionais dos Estados do Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Tocantins e Pará, sendo que no Estado do Pará existem dois núcleos, um sediado em Belém e outro em Santarém. Em Belém fica localizada a coordenação da rede, sediada no Museu Paraense Emilio Goeldi.

 

Desde a criação do Programa foram realizados quatro Seminários Científicos o primeiro em 2007, o segundo em 2009, o terceiro em 2010 e o quarto em 2011, os três primeiros na cidade de Belém e o último em Santarém. Os seminários científicos têm como objetivos principais divulgar e compartilhar os avanços científicos da rede PPBio Amazônia Oriental, acompanhar o desempenho dos bolsistas do programa e oferecer possibilidades de atualização e discussão acadêmica a todos os participantes da rede. A partir de 2009 foi decidido pelo Conselho de Coordenadores da rede que cada seminário deve ocorrer em um diferente Núcleo Regional de maneira a incentivar e estimular a ampla participação.

 

A V edição do Seminário Cientifico do PPBio ocorrerá entre os dias 08 a 12 julho de 2012 na cidade de Macapá, AP, sob a coordenação do Núcleo Regional do Amapá e terá como sede do evento a Universidade do Estado do Amapá – UEAP e o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá - IEPA.

 

Os resultados deste seminário deverão contribuir para todas as atividades do projeto incluindo a maior integração entre os Núcleos Regionais e as Instituições, bem como a realização de ajustes, a padronização de métodos e a divulgação da produção cientifica do programa.

O tema do V Seminário “Contribuição da Pesquisa Científica em Biodiversidade para a Melhoria da Qualidade de Vida na Amazônia” foi escolhido considerando as modernas discussões acerca da importância da biodiversidade no contexto do desenvolvimento sustentável.

 

A biodiversidade amazônica é reconhecida como fonte potencial na propulsão do desenvolvimento social das populações amazônicas, sendo assim a pesquisa científica como geradora de conhecimento contribui com informações relevantes para o desenvolvimento social de forma sustentável. Deste modo, as pesquisas científicas sobre biodiversidade podem atuar como colaboradores na geração de alternativas de desenvolvimento socio e conômico com manutenção da qualidade de vida das populações. No entanto esta ligação ainda é mal compreendida pela sociedade de um modo geral.

 

A compreensão dos padrões de mudanças da estrutura e função da biodiversidade e seus impactos na sociedade humana, assim como a descoberta, descrição, caracterização e bom uso dos produtos derivados da diversidade biológica brasileira é tarefa complexa e exige um esforço científico cooperativo e articulado, caracterizando a pesquisa da biodiversidade como um campo da megaciência. Assim, o estabelecimento e a manutenção de uma agenda de pesquisa em biodiversidade abrangente e adequada às necessidades regionais constituem um desafio estratégico para o Brasil.

 

O entendimento que a pesquisa em biodiversidade é uma questão estratégica para o desenvolvimento do País está claramente identificado no documento de subsídio que a Academia Brasileira de Ciências - ABC gerou para a Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação – CNCT&I (setembro de 2011 em Brasília), “A amplitude da agenda de pesquisa em biodiversidade impõe o desafio de estabelecer uma agenda unificadora para a próxima década, o que requer o desenho de uma estratégia de investimento em ciência, tecnologia e inovação, que aponte prioridades, integre competências em diversos campos do conhecimento, gere, integre e dissemine informações sobre a biodiversidade que possam ser apropriadas para diferentes finalidades”.

 

Público alvo

 

Pesquisadores, comunidade universitária (professores, alunos de graduação e pós-graduação), gestores envolvidos com uso e conservação da biodiversidade Amazônica e sociedade em geral.