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Quinta, 18 Outubro 2012 17:47

Museu Goeldi integra Memória do Mundo

O “Mapa Etno-Histórico do Brazil e Regiões Adjacentes”, do etnólogo Curt Nimuendajú, foi aprovado para compor o patrimônio documental reconhecido mundialmente do Programa Memória do Mundo, da Unesco

A_autoria_do_Mapa_expressa_no_documento_Acervo_CIDAgência Museu Goeldi - O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) agora integra, oficialmente, o Memória do Mundo por meio do Mapa Etno-Histórico do Brazil e Regiões Adjacentes elaborado pelo etnólogo alemão Curt Nimuendajú em 1943. Integrando o acervo da Coordenação de Informação e Documentação (CID) do Museu Goeldi, o documento reúne informações sobre todas as etnias indígenas que habitam o território brasileiro desde o século XVI e foi aprovado para compor o Programa Memória do Mundo (Memory of the World - MOW), da Organização da Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), no final de setembro.

O Memória do Mundo foi criado em 1997 com o intuito de promover o patrimônio documental com relevância universal. A coordenadora de Informação e Documentação do Museu, Aldeídes Camarinha, afirma que, desde os anos 1980, nutria a vontade de ver o Mapa Etno-Histórico do Brazil e Regiões Adjacentes, de Nimuendajú, reconhecido mundialmente, desejo atenuado pela reedição viabilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) naquela década. “Foi o primeiro documento que nos veio à mente quando vimos o Edital do MOW Brasil”, acrescenta.

De acordo com Aldeídes, a nominação no Registro Memória do Mundo do Brasil não implica tombamento ou transferência de propriedade do Mapa de Curt Nimuendajú e nem em aporte de recursos financeiros. A aprovação desse documento cartográfico para integrar o Memória do Mundo representa, sim, o reforço de um compromisso há muito abraçado pelo Museu de preservar tanto o suporte físico quanto o conteúdo e, também, a segurança dele. Agora, o Goeldi enviará, anualmente, informações sobre a conservação, o tratamento técnico e a difusão do documento para o Comitê Nacional do MOW.

A_Unesco_reconheceu_o_valor_histrico_cultural_e_social_do_Mapa_Acervo_CIDMapa – Documento do gênero cartográfico, o Mapa Etno-Histórico do Brazil e Regiões Adjacentes é colorido e foi produzido há 69 anos pelo etnólogo nascido na Alemanha, em 1883, sob o nome de Curt Unckel, trocado em 1906, por sugestão da tribo dos Guarani-Ñandeva, para Curt Nimuendajú, o qual significa fazer moradia. A vasta e variada instrução sobre as etnias, línguas e troncos linguísticos dos habitantes do Brasil nos séculos passados faz do Mapa um documento erudito, cuja síntese de coleta e agrupamento de amplas informações também impressiona a comunidade científica. Daí ser considerado um documento sui generis.

“Dá visibilidade à história das populações indígenas, pois, além de ser um instrumento de pesquisa, mostra as tribos e famílias lingüísticas distribuídas e em expansão pelo Brasil e regiões adjacentes”, informa Aldeídes. O Museu Goeldi receberá o diploma pela nominação do Mapa no Registro Memória do Mundo do Brasil no dia 4 de dezembro, em cerimônia no Rio de Janeiro. Em processo de restauração atualmente, o Mapa de Curt Nimuendajú deve estar disponível para apreciação pelo grande público em julho de 2013.

Texto: Antonio Fausto

O Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, do Parque Zoobotânico, será palco da Tarefa Presencial II da gincana “Minha Família no Museu Goeldi” neste domingo, dia 21

Agência Museu Goeldi - Após a Tarefa Presencial I, realizada no dia 30 de setembro, as quatro famílias participantes da gincana “Minha Família no Museu Goeldi irão disputar e se divertir na Tarefa Presencial II, a ser realizada na manhã deste domingo, dia 21, a partir das 9h, no Auditório Alexandre Ferreira, do Parque Zoobotânico do Museu Goeldi. A gincana também faz parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e tem como proposta a interação entre as famílias, por meio de apresentações culturais e do contato com a natureza.

Para iniciar a Tarefa Presencial II, o Serviço de Educação e Extensão (SEC) do Museu, responsável pela gincana, apresentará um clipe para fazer uma retrospectiva das atividades realizadas na Presencial I. Depois de serem desafiadas e cumprirem a tarefa-relâmpago “Alimentando os animais” sob a orientação da bióloga Andreza Ferreira, do Serviço do Parque Zoobotânico (SPZ), as famílias terão novos desafios para concluir.

Presencial II - Uma das tarefas programadas intitula-se “Meu amor ao Museu Goeldi” e prevê a exibição de mini-clipes enviados pelas famílias. Esses curtas serão avaliados por jurados, que vão considerar a criatividade e a relação com o tema proposto. A mostra será no Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, do Parque Zoobotânico do Museu.

Na tarefa “Eu amo aquilo que faço...”, as famílias homenagearão um funcionário aposentado do Museu. Para isso, elas deverão contar a trajetória do servidor na Instituição e, se possível, trazê-lo no dia 21. Se o funcionário estiver presente, além dos 30 pontos pelo cumprimento da tarefa, a equipe conquista mais 20 pontos e não será avaliada pelos jurados nessa atividade.

Além disso, terão de trazer alguém que fez aniversário em 6 de outubro, dia em que se comemora o aniversário do Museu Goledi, para a tarefa intitulada “Eu faço aniversário no mesmo dia do Museu”. O convidado deverá apresentar um documento de identidade oficial.

Em homenagem ao mês das crianças, as equipes deverão cumprir também a tarefa “Museu Goeldi, lugar de aprender brincando”, quando terão dez minutos de entretenimento com as crianças presentes no Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira. Para as brincadeiras, as famílias poderão utilizar fantoches e músicas e contar histórias. Basta imaginação e criatividade para a realização da tarefa.

Encerramento - As tarefas-relâmpago serão divulgadas apenas no domingo. O encerramento da Presencial II será com a Gincana de Conhecimento entre as equipes. A última etapa da gincana “Minha Família no Museu Goeldi” será no dia 25 de novembro. As famílias vencedoras ganharão, dentre outros prêmios, publicações científicas e infanto-juvenis e direito à gratuidade no ingresso ao Parque Zoobotânico do Museu.

Serviço – Tarefa Presencial II da “Gincana Minha Família no Museu Goeldi”: domingo, dia 21 de outubro, no Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, do Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, à Avenida Magalhães Barata, entre Avenida Alcindo Cacela e Travessa 9 de Janeiro, 376, São Braz.

Texto: Jéssica Silva 

Diversão e conhecimento dera o tom do "Programa Natureza", que proporcionou conhecimento e diversão às crianças que visitaram o Parque do Museu no dia 12 de outubro

Dia_das_Crianas_foi_s_animao_no_Parque_Zoobotnico_Amanda_SilvaAgência Museu Goeldi – O Dia da Criança foi celebrado no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi com o "Programa Natureza". Realizado pelo Serviço de Educação e Extensão (SEC), sob a coordenação do educador Alcemir Aires, que deu vida ao Macaco Ximbica na ocasião, o "Programa Natureza" é composto por atividades lúdicas que, no dia 12 de outubro, estiveram relacionadas não só ao Dia das Crianças, mas também ao aniversário de 146 anos do Museu Goeldi, comemorado no dia 6 deste mês.

O Parque estava lotado de crianças na manhã do dia 12. Elas pintaram o rosto e coloriram desenhos, cedidos pelo SEC, de animais que compõem a fauna viva do Museu Goeldi, no Espaço Raízes, que abrigou a programação do Dia da Criança. No "Programa Natureza", apresentado pelo Macaco Ximbica, as crianças ouviram histórias do Museu e tiveram seus desenhos expostos para os demais visitantes.

Macaco_Ximbica_entreteve_as_crianas_no_Programa_NaturezaAs crianças participantes da exposição ganharam, ainda, cartilhas com figuras para colorir e com curiosidades a respeito do Goeldi, a mais antiga instituição de pesquisas da Amazônia. Juntos com os pais, elas participaram também de uma dinâmica que contextualizou os objetos indígenas e os animais que compõem a fauna amazônica. Em seguida, o público visitante teve a oportunidade de assistir e de interagir com a peça "A Beleza dos Animais".

A "Hora dos Contos Amazônicos" foi outra atração preparada especialmente para o público infantil, em formato de mini-peça, a atividade foi encenada pelas crianças, que apresentaram a lenda da "Matinta Pereira". Ao final do evento, o Macaco Ximbica entregou alguns brindes para os participantes do "Programa Natureza", a exemplo de livros sobre o Museu Goeldi.

Texto: Amanda Silva

Quarta, 17 Outubro 2012 17:53

Direto da Floresta: ciência jovem

Evento reúne cerca de 700 pessoas, na sua maioria estudantes de ensino fundamental nas terras do arquipélago do Marajó. Durante quatro dias eles vão apresentar projetos de ciências que desenvolvem nas escolas e que associam conhecimento e cotidiano.

Estudantes_de_Caxiuan_participam_da_Feira_de_Cincias_Agência Museu Goeldi - Um espaço de troca de conhecimento e ideias sobre Ciência, Arte e Cultura. Muitas são as iniciativas que se estabelecem com esse objetivo. A 1ª. Feira de Ciências da Floresta Nacional de Caxiuanã poderia ser mais uma. Mas para quem mora a 18 horas de barco da capital do Estado, o Pará; e a seis horas em viagem de barco até a cidade mais próxima – núcleo urbano de Portel, no arquipélago do Marajó; uma Feira de Ciências é muito mais do que um evento com a mesma natureza em qualquer área urbana.

Moradores da Floresta Nacional de Caxiuanã, 618 alunos das escolas da Flona e entorno e 35 professores estarão reunidos durante quatro dias entre 22 e 24 deste mês para mostrar o que fazem para entender a Ciência a partir do seu cotidiano e de suas necessidades.

Um convívio baseado no conhecimento “promove a interação entre professores, alunos e comunidades em geral, num exercício de aprendizado e de estímulo a produção de trabalhos de caráter científico”, diz a educadora Socorro Andrade.

Além de “Estimular a produção de trabalhos científicos no contexto escolar da região”, como informa a organização, o Museu Paraense Emílio Goeldi busca talentos e “insere as Escolas da Flona Caxiuanã na programação oficial da Semana Nacional de C&T”, completa Graça Ferraz, Chefe da Estação Científica “Ferreira Penna”, gerenciada pelo Museu Paraense Emilio Goeldi.

A meta do evento é também de identificar “projetos em potencial para serem aperfeiçoados no decorrer do ano e participar da Mostra de Ciências comemorativa do vigésimo aniversário da ECFPn, explica Graça Ferraz, coordenadora do projeto Expansão do Programa Floresta Modelo de Caxiuanã através de uma Mostra de Ciências em 28 Municípios no Arquipélago do Marajó e no Nordeste Paraense, financiado pelo CNPq.

Faz dez anos que a Estação Científica “Ferreira Penna”, gerenciada pelo Museu Goeldi, realiza trabalho educativo sistemático como forma de interação com as comunidades do entorno da Flona Caxiuanã. Nos últimos anos o Programa Floresta Modelo orienta iniciativas junto à comunidade. Leia mais sobre o Programa ao final do texto.

Jogos e aprendizado - Como eventos pedagógicos e culturais, já foram realizadas seis Gincanas e quatro Olimpíadas. A Feira de Ciências representa “a evolução no estudo de Ciências desenvolvido nas escolas da Flona”, conforme a educadora. Uma demanda natural do trabalho em colaboração com professores, monitores, coordenação das Gincanas/Olimpíadas e secretarias de educação dos municípios de Portel e Melgaço, a ideia da Feira surgiu para promover um evento que prestigie e avalie in loco os trabalhos científicos produzidos nas escolas.

Os temas a serem apresentados durante a Feira sugerem a diversidade e a preocupação com a sustentabilidade do ambiente de populações tradicionais no interior da Amazônia. Ribeirinhos por natureza, 413 habitantes da Flona, segundo dados de 2011, se dividem em 26% de adultos, 28% de jovens e 46 % de crianças.

Segundo Graça Ferraz, a palavra comunidade tem sido utilizada na Flona Caxiuanã para denominar as localidades onde habitam esse contingente populacional como “um artificio” para agrupar, especialmente os moradores dos rios Pracupi e Cariatuba, onde as residências são muito distantes uma das outras.

Dificuldades e adaptação – As escolas multisseriadas ainda são uma realidade onde um professor ensina alunos de diversas séries. Assim é no município de Melgaço nas escolas São Sebastião (Caxiuanã), Escola da (comunidade) Pedreira, Escola do Miritizal, Escola Francisco das Chagas (Lago do Camuin).

Só na comunidade do Pracupijó é que a escola Nossa senhora da Conceição da comunidade do Pracupijó funciona no novo sistema da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação brasileira do 1º ao 9º ano.

No Município de Portel não há muita diferença onde a Anjo da Guarda (final do rio Pracupi), Escola- Anexo do Anjo da Guarda (Cariá), Escola Chico Mendes (entrada do rio Pracupi) e a Santo Antônio são todas multisseriadas. Somente a escola São Sebastião funciona no novo sistema da LDB, mas do 5º ao 9º ano.

Programa Floresta Modelo de Caxiuanã – Programa idealizado pelo Dr. Pedro Lisboa primeiro coordenador da Estação Científica Ferreira Penna e formulado em conjunto com os moradores da Flona Caxiuanã, tem como eixo central a Educação Ambiental. Seu objetivo é contribuir para a conservação e o manejo da Flona para criar um modelo de desenvolvimento sustentável na floresta. Para os seus autores, é desejável que o modelo possa ser replicado em várias comunidades da região e melhorar a qualidade de vida da população. Além da educação ambiental, o programa atua na área da saúde, agricultura, resgate da cultural, agroindústria e manejo sustentável.

Museu Goeldi e Caxiuanã - A Estação Científica Ferreira Penna é uma base de pesquisa científica do Museu Paraense Emílio Goeldi, localizada na Floresta Nacional de Caxiuanã – Flona Caxiuanã, situada nos municípios de Portel e Melgaço, no Pará. Através dela, o MPEG desenvolve pesquisas sobre a biodiversidade da Amazônia, bem como educação em ciências e ambiental.

Texto: Jimena Felipe Beltrão

Programação diversificada para sensibilizar toda a população para a temática de Ciência & Tecnologia mobiliza o Museu Goeldi, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) e vários pesquisadores com o intuito de aproximar a sociedade do conhecimento científico 

Semana_pretende_despertar_nas_crianas_o_interesse_pela_cincia_Amanda_SilvaAgência Museu Goeldi - O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) preparou uma extensa programação para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia que, este ano, começou no dia 15 e encerra em 21 de outubro. As atividades da Semana também estão programadas para acontecer durante a V Feira Estadual de CT&I, promovida pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Informação (SECTI) entre os dias 17 e 19 no campus da Universidade do Estado do Pará (UEPA) à Avenida Almirante Barroso.

Como parte da programação da V Feira Estadual de CT&I, o Museu Goeldi apresenta a exposição “Amazônia Desconhecida”, composta de painéis fotográficos que apresentam o trabalho desenvolvido pela instituição na região amazônica com o objetivo, por exemplo, de identificar novas espécies, além de chamar atenção para o desmatamento na região.

Um dos destaques desse trabalho de pesquisa é aquele realizado sobre o pau-cravo (Dicypellium caryophyllaceum), espécie considerada extinta, uma das drogas do sertão no período colonial da história do Brasil. Com sabor de cravo e aroma de canela, o pau-cravo foi redescoberto em 2008 por uma equipe do Museu Goeldi coordenada pelo pesquisador Rafael Salomão. O público poderá conferir a exposição no estande que será montado na UEPA.

Questões relacionadas à fauna e à flora da região amazônica serão apresentadas através da encenação de peça teatral comandada pelo personagem Macaco Ximbica. A peça integra o Programa Natureza, coordenado pelo educador Alcemir Aires, do Serviço de Educação e Extensão Cultural (SEC) do MPEG. A dinamização do programa será através de jogos e kits educativos produzidos pelo Museu Goeldi, além da Hora do Conto Amazônico, exibição de vídeos comentados e distribuição de brindes.

Uma_alimentao_saudveA feira busca sensibilizar a população, em especial crianças e jovens, quanto a temas e atividades de CT&I, valorizando a criatividade e a compreensão dos resultados de pesquisas no dia a dia. É destinada a estudantes e educadores dos níveis fundamental e médio, assim como universitários e todas as pessoas com interesse na temática.

Alimentação saudável – No Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, o visitante terá várias opções para interagir com a ciência, que vão desde gastronomia inteligente e gincana até a exposição de produtos regionais. Realizado há nove anos, o Festival de Gastronomia Inteligente começou nesta quinta-feira, dia 18, e vai até o dia 21 de outubro, domingo.

O objetivo do festival é apresentar aos visitantes os alimentos de alto valor nutritivo e de baixo custo e mostrar os resultados das pesquisas sobre alimentação saudável, o levantamento das dietas, as doenças decorrentes da má alimentação e como conservar os alimentos e reaproveitá-los, além de informar as calorias de cada um deles.

Palestras sobre alimentos regionais, terapia holística (utilização de métodos naturais no tratamento de doenças) e segurança alimentar, além da oficina “Alimentação Saudável”, fazem parte da programação. O Festival conta com o patrocínio da empresa Supergasbras e da Sescoop-PA.

Expo-feira Arte Goeldi - No domingo, dia 21, o visitante do Parque também poderá conferir a Expo-feira Arte Goeldi, com artesanato regional, reciclagem de material botânico e outros produtos orgânicos e plantas ornamentais e medicinais. Além disso, haverá a degustação de iguarias e de frutos da estação, com paladar regionalizado e de alto valor nutritivo, oferecido por restaurantes e cantinas de produtos naturais.

Minha Família no Museu Goeldi – Interação entre as famílias de visitantes do Parque Zoobotânico, apresentações culturais, contato com a natureza e muita diversão é o que oferece a 1ª Gincana “Minha Família no Museu Goeldi”. Coordenada pelo Serviço de Educação e Extensão Cultural (SEC) do Museu Goeldi, a gincana faz parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e terá a segunda etapa realizada no dia 21 de outubro, quando haverá a tarefa presencial com apresentações culturais e lúdicas e gincana de conhecimento.

Serviço: A V Feira Estadual de CT&I ocorre até o dia 19 de outubro, das 9h às 19h, no campus da Uepa na Avenida Almirante Barroso com a Travessa Perebebuí, ao lado do Bosque Rodrigues Alves. A entrada é gratuita. Mais informações pelo site www.semanact.pa.gov.br.

O Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, localizado à Av. Magalhães Barata, 376, São Brás, também abriga atividades dentro da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Texto: Isis Cordovil 

Edição: Lilian Bayma e Antonio Fausto

Quarta, 17 Outubro 2012 17:49

A ictiofauna no Arquipélago do Marajó

A diversidade e a importância de umas das mais ricas faunas do mundo

marajo2Agência Museu Goeldi - A ilha de Marajó apresenta uma grande biodiversidade, que está ameaçada devido a vários fatores. Luciano Montag, Tiago Freitas, Ana Cristina Oliveira e Ronaldo Barthem apresentam em seu artigo, Environmental  Assessment and Aquatic Biodiversity Conservation of Amazonian Savannas, Marajó Island, Brazil,uma avaliação da diversidade de peixes na ilha do Marajó, além de  aspectos históricos e biológicos da fauna aquática (ictiofauna) local e o que a ameaça. Os pesquisadores também avaliam as dificuldades e desafios para implantar um plano de conservação e de manejo na região.

O Arquipélago do Marajó – O conjunto de ilhas possui cerca de 50 mil quilômetros quadrados e é a maior ilha fluviomarítima do mundo. Sua grande diversidade aquática está principalmente ligada a seu sistema de marés que gera diversos habitats. Esses habitats são gerados pelo complexo sistema de marés da região, pelo clima e pelo nível pluviométrico. A ilha é cercada de praias argilosas, mas sua composição é de terra firme e várzea. Lagos, lagoas, praias,rios e manguezais, ajudam a compor os diversos habitats da região.

O açaí e o miriti, junto com a pecuária de búfalos são as principais atividades econômicas da região. Mas nem sempre foi assim. No século XVII quando os primeiros colonizadores chegaram à ilha desenvolveram um sistema de plantation de algodão e tabaco, o que era muito comum na Amazônia nesse período. No século XIV, com a chegada dos búfalos, a vegetação primária deu lugar a pastos.

A criação de búfalo ainda é uma atividade econômica importante, assim como o turismo, a pesca industrial, a produção de abacaxis e processamento de palmitos. A agricultura de baixa escala ainda está presente como principal renda para a maioria dos habitantes da ilha. Todas essas atividades econômicas contribuem para a degradação do meio ambiente, porque são feitas sem controle, sem um plano de manejo ou de conservação, o que influencia de maneira direta na diminuição de peixes da região.

Acredita-se que a ilha do Marajó tenha uma das ictiofauna mais ricas do mundo, com mais de 300 espécies diferentes habitando a região, mas apenas 254 espécies catalogadas de oito famílias diferentes, Cetopsidae, Ctenoluciidae, Paralichthyidae, Poeciliidae, Polycentridae, Rivulidae, e Trichomycteridae. Existem poucas espécies endêmicas (que se localizam somente em uma área), mas existem várias espécies que são adaptadas a altas temperaturas e a baixos níveis de oxigênio na água. Há ainda espécies que conseguem passar dias fora da água devido a órgãos adaptados como, por exemplo, o pirarucu que tem uma bexiga natatória.

marajo1O bioma da ilha do Marajó sofre grande influência da variância das marés.A reprodução dos peixes e o período de pesca são os mais afetados por isso. Na época de cheia o nível do rio sobe e a pesca fica mais difícil devidoà dispersão dos peixes, enquanto que na época de seca a pesca é facilitada pela alta concentração de peixes para pouca água. A reproduçãodos peixes não é na mesma época, devido o grande número de espécies diferentes. A época em que se reproduzem varia de espécie para espécie. O poraquê, por exemplo, se reproduz no final da época da cheia enquanto o cambotá reproduz-se no começo da época da cheia.

A região do arquipélago do Marajó é das mais ameaçadas, em termos de sua ictiofauna, da Amazônia, contrastando com o fato de ser uma das menos protegidas. A maioria das suas atividades econômicas, por ser sem controle, é prejudicial. No ano de1989 foi criada a Área de Preservação Ambiental (APA) do Marajó, mas esse modelo de conservação é pouco pratico em longo prazo. Os autores propõem que seja criada uma Reserva da Biosfera para preservar melhor o meio ambiente. Reservas da Biosfera são áreas terrestres ou costeiras que procuram conciliar o desenvolvimento econômico da região com a preservação de sua biodiversidade. Esse tipo de proteção ainda está longe de ser implantada devido à falta de estudos na região. Para os autores o Arquipélago do Marajó ainda tem que ser estudo para catalogar as espécies endêmicas, as espécies ameaçadas, onde elas se distribuem e entender a sua importância dentro do meio ambiente. 

Texto: Fernando Cabezas

Temas díspares a priori, as políticas públicas para a pesca artesanal de camarões da Amazônia e os vestígios de caranguejos ancestrais da América mobilizam a comunidade científica no VII Congresso Brasileiro sobre Crustáceos

Formas_de_crustceos_que_passaram_pela_Terra_antes_da_formao_do_Rio_AmazonasAgência Museu Goeldi - O Brasil produziu quase 1,3 milhões de toneladas de pescado em 2010, segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). O Pará responde por 143 toneladas desse total, ocupando o segundo lugar no ranking da produção nacional para aquele ano, atrás apenas de Santa Catarina. Bastante apreciado por alguns paladares, o camarão rosa representa a maior parcela do pescado – como é chamado o produto da pesca – paraense. Esses animais pertencem à ordem dos decápodes, cujos representantes incluem, também, a lagosta e o caranguejo e auxiliam no sustento de várias famílias de pescadores do norte do país.  

“São capturas que retomam os tempos dos primórdios da pesca e que foram estabelecidas como cultura do amazônida”, afirma a bióloga Bianca Bentes. Professora da Universidade Federal do Pará (UFPA), ela vai atuar como moderadora da mesa-redonda “Pesca Industrial e Artesanal de Crustáceos”, integrante da programação do VII Congresso Brasileiro sobre Crustáceos, a ser realizado em novembro em Belém. Segundo Bianca, a pesca desses crustáceos realizada na Amazônia se enquadra na categoria artesanal. Mesmo a do camarão rosa, que tende a ser considerada pesca industrial.

“Uma revisão das características dessa atividade e chegaríamos à conclusão de que ela também é artesanal, mas de larga escala”, acrescenta a bióloga. Pesca industrial, de acordo com Bianca, é aquela onde todo o processo de produção é mecanizado, com mínimo contato manual, conceito que se aplica bem ao estado de Santa Catarina, por exemplo, mas não ao Pará. Daí a comunidade científica optar por se reportar à pesca deste estado como artesanal, de pequena ou larga escalas, classificações realizadas de acordo com o tamanho das embarcações e que não deixam de considerar, também, a autonomia, a mecanização, o destino do pescado e a mão de obra.

O objetivo da mesa-redonda é discutir, num congresso nacional, as perspectivas sobre a atuação da ciência junto aos pescadores artesanais e, também, o manejo das espécies exploradas, principalmente camarões. “Pensar no futuro cenário dessas pescarias é extremamente oportuno, tendo em vista a presença, no congresso, dos pesquisadores atuantes nesta área”, acrescenta a professora. Além de Bianca, participarão da mesa-redonda os pesquisadores Israel Cintra, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA); Raúl Izquierdo, da Universidade Federal do Ceará (UFC); e Vanildo Oliveira, da Universidade Federal Rural de Pernanbuco (UFRPE).

Forma_de_Sir_que_habitou_a_Amrica_Tropical_h_23_milhes_de_anosRegistros ancestrais – A evolução desses animais também terá vez no VII Congresso Brasileiro sobre Crustáceos com a mesa-redonda “Evolução dos crustáceos da América Tropical”, que será moderada pela bióloga Maria Inês Feijó Ramos, do Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG). O estudo dessa temática é viabilizado pelos registros fósseis provenientes das carapaças desses animais, ou seja, das duras partes calcificadas que protegem o corpo deles, a exemplo do caranguejo. “As carapaças se preservam ao longo do tempo geológico, após a morte do indivíduo”, explica a pesquisadora.

Inês afirma que é comum o registro fossilífero de caranguejos na Amazônia, principalmente nos estados do Pará, Acre e Amazonas. Os crustáceos são, provavelmente, egressos do Mar de Tethys, que separava as duas massas continentais da Terra – a Laurásia, ao norte, e a Gondwana, ao sul – há cerca de 250 milhões de anos. “Os organismos que nele viviam foram se especiando e originando novas espécies”, acrescenta a pesquisadora.  Tais espécies passaram a habitar os mares que se formaram da separação daqueles dois continentes, a exemplo do Atlântico e do Mar do Caribe. Assim, Tethys representa o berço de muitos organismos marinhos da chamada América Tropical.

Participam, também, da mesa-redonda os estudiosos Vladimir Távora, da UFPA; Orangel Aguilera, do MPEG; e Cristianini Trescastro Bergue, da Unisinos. Além de moderadora, a pesquisadora Maria Inês Ramos também participará dos debates. O VII Congresso Brasileiro sobre Crustáceos é uma realização da Sociedade Brasileira de Carcinologia em parceria com o Museu Goeldi e a UFPA.

Serviço: VII Congresso Brasileiro sobre Crustáceos, de 11 a 14 de novembro de 2012 no Hangar – Centro de Convenções da Amazônia. As mesas-redondas serão realizadas a partir do dia 12, sempre das 10h30 às 12h. Para acessar o site do evento, clique aqui

Texto: Antonio Fausto

Rede de estudantes, professores e profissionais exercitam a comunicação da ciência no projeto Agência Escolar de Notícias Tubo de Ensaio

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Agência Museu Goeldi –  Na manhã do dia 18 de outubro, durante a V Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Pará acontece o lançamento do projeto “Tubo de Ensaio – A escola no caminho da ciência”. Trata-se de uma agência escolar de notícias sobre ciência, cujo conteúdo é produzido por estudantes e professores de quatro escolas públicas de Belém. A experiência piloto tem como objetivo formar multiplicadores do jornalismo cidadão e da comunicação da ciência nas escolas.

A iniciativa ocorreu por meio de uma parceria entre projetos coordenados por instituições científicas do Estado, tais como o Labcom Multimídia, do Museu Paraense Emílio Goeldi; a Agência Cidadã, da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Pará; o Viver Ciência, da Embrapa Amazônia Oriental; o Ver a Ciência, da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação; a Escola da Biodiversidade Amazônica, do Instituto Nacional Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia/ MPEG. A iniciativa também conta com o apoio da Associação Fotoativa.

Durante a Feira Estadual de CT&I, que acontece no período de 17 a 19 de outubro, na UEPA, as equipes irão produzir informação multimídia a partir de temas pré-escolhidos pelos alunos e professores. Os escolares contam com o estímulo e o apoio de profissionais e universitários de Comunicação Social no processo de planejamento e  produção de conteúdo informativo. O material será publicado no blog da Agência Tubo de Ensaio e veiculado nas rádios web da UFPA e da SEDUC, além da Funtelpa.

Jornalismo e ciência - A primeira ação do projeto Tubo de Ensaio aconteceu no período de 01 a 03 de outubro, na Universidade do Estado do Pará – UEPA. Os alunos do 1º e 2º anos do ensino médio das escolas Mário Barbosa, Vilhena Alves, Visconde de Souza Franco e Helena Guilhon aprenderam a trabalhar em rede, produzindo conteúdo para blog, vídeos, rádio e fotografia.

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Instigados a pensar em como a ciência faz parte do cotidiano, os escolares exercitaram diferentes modos de narrar com as jornalistas e instrutoras Joice Santos (Labcom/Museu Goeldi) e Rosane Steinbrenner (Agência Cidadã/UFPA), pensando também na ciência como notícia. A programação também contou com a participação do fotógrafo Miguel Chikaoka que falou sobre a possibilidade de aprendizado e de novas formas de apreensão do universo em que estamos inseridos através da fotografia.

Os estudantes tiveram também oportunidade de ouvir e entrevistar pesquisadores da UFPA (a socióloga Kátia Mendonça e o físico Elinei Santos), do Museu Goeldi (a bióloga Marlucia Martins) e da Embrapa Amazônia Oriental (o engenheiro agrônomo Raimundo Brabo), em um debate sobre o conceito de ciência.

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Produção coletiva – Com celulares, câmeras digitais e MP4s, equipamentos que já fazem parte do seu cotidiano, os participantes foram divididos em quatro grupos e treinados nas diferentes mídias. O resultado disso foi a produção de um ensaio fotográfico, um programa de rádio, um vídeo de bolso intitulado “O que é ciência?” e o blog da Agência Tubo de Ensaio, que vai concentrar todo o material informativo.

“Os estudantes participaram de todo o processo de planejamento, registro e edição do conteúdo informativo. Tudo foi feito com a intenção de estimular a elaboração de conteúdos sobre ciência para serem partilhados na web”, comemora a jornalista Joice Santos (Museu Goeldi), ministrante do curso e que coordena o projeto em parceria com a jornalista e professora Rosane Steinbrenner (UFPa).

“É uma experiência que instiga os escaolares a perceberem a Ciência em seu cotidiano e como os estudos científicos são fontes preciosas para entender questões presentes em nossa realidade”, explica Rosane. As duas coordenadoras da Tubo de Ensaio apontam também que um dos grandes ganhos aos envolvidos é a experiência coletiva de compartilhar com o Outro o que se aprende.

Feira Estadual de CT&I – O evento faz parte da programação anual da Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Este ano, a Feira Estadual terá como tema “Sustentabilidade, Economia Verde e Erradicação da Pobreza”.

Durante o evento, mais de vinte instituições ligadas à ciência e pesquisa no Pará farão exposições, palestras e oficinas, entre outras atividades, com o objetivo de mostrar como a Ciência, a Tecnologia e a Inovação fazem parte e são importantes para o cotidiano.

Serviço: A V Feira Estadual de CT&I será realizada no campus CCBS da UEPA, localizado na Trav. Perebebuí, esquina com a Av. Almirante Barroso, entre 17 e 19 de outubro, das 9h às 19h. A entrada é livre.

Texto: Luena Barros, Paola Caracciolo e Brenda Taketa

Simpósio, exposições, gincana, festival gastronômico e a primeira feira de ciências da Floresta Nacional de Caxiuanã são apenas alguns dos eventos preparados para o evento nacional de Ciência e Tecnologia


Agência Museu Goeldi – Como parte da programação da Semana de Ciência e Tecnologia e em comemoração aos seus 146 anos de existência, o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) realiza diversas atividades entre mostras, simpósio, gincana e feira de ciências. A iniciativa tem por objetivo apresentar os trabalhos de pesquisadores, bolsistas e técnicos da área de pesquisa da instituição para o público.

Para dar início à programação, acontece a partir desta terça-feira, dia 2 de outubro, no Auditório Paulo Cavalcante do Campus de Pesquisa do MPEG, o Simpósio “Museu Goeldi na Amazônia: 45 Anos de Estudos Pesqueiros em Ciências Humanas”, que tem como objetivo apresentar o “Estado da Arte da Pesquisa sobre Populações Tradicionais Amazônicas numa Perspectiva Interdisciplinar” e discutir sobre “Museologia e Difusão de Conhecimento” O evento segue até o dia 3, terça-feira numa promoção da Coordenação de Ciências Humanas (CCH).

Nos dias 4 e 5 acontece a atividade já tradicional, o “Museu Goeldi de portas abertas”, no Parque Zoobotânico, que tem como proposta apresentar os bastidores da pesquisa científica. A atividade, promovida pelo Núcleo de Visitas Orientadas (Nuvop) que integra o Serviço de Educação e Extensão (SEC), acontece desde 1985. Nos dias 9 e 10, a ação se estende ao Campus de Pesquisa, à Av. Perimetral, 1901, em Belém. Estudantes de ensino médio, universitários e o público em geral estão convidados para conhecer as coleções e os instrumentos científicos usados na pesquisa.

Confira os eventos que o Museu Paraense Emilio Goeldi realiza durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Gincana – Interação entre as famílias, apresentações culturais, contato com natureza e muita diversão é o que promove a 1ª Gincana “Minha Família no Museu Goeldi”. A atividade é realizada em comemoração aos 117 anos do Parque Zoobotânico e segue até o dia 25 de novembro.

Coordenada pelo SEC, a gincana faz parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e no dia 21 de outubro haverá a presencial 2 com apresentações culturais e lúdicas e gincana de conhecimento. A última etapa da gincana e o resultado final será no dia 25 de novembro. As famílias vencedoras receberão publicações cientificas e infanto-juvenis, gratuidade da entrada no Parque do Museu, entre outras surpresas que receberão publicações cientificas e infanto-juvenis, gratuidade da entrada no Parque do Museu, entre outras surpresas.

Alimentação saudável – Quem nunca pensou em ter uma alimentação saudável e a preços acessíveis? A resposta está no “Festival de Gastronomia Inteligente” realizado pela equipe do Nuvop e realizado há nove anos no Espaço Raízes do Parque Zoobotânico. O evento acontece de 18 a 21 de outubro.

A Dra. Clara Brandão, nutróloga e pediatra, mostrará aos visitantes uma proposta objetiva de consumo de alimentos de alto valor nutritivo e de baixo custo, com maior diversidade possível, recomendando a adição da multimistura, (pó da folha da maniva), gergelim, farelo de arroz ou de trigo, com um rápido preparo e a manutenção do paladar regional.

Esta ano, o Festival contará com a participação dos agricultores de produtos orgânicos e a degustação de alimentos com produtos da região, com cardápio saudável oferecido por restaurantes e cantinas de produtos naturais.

Programa Natureza – No dia 12 de outubro, Dia da Criança, a equipe do Serviço de Educação e Extensão (SEC), coordenada por Alcemir Aires, apresenta o Programa Natureza, atividade lúdica de programa de auditório interativo, com a temática relacionada ao Dia das Crianças e ao aniversário do Museu Goeldi, comemorado no dia 6 de outubro.

O programa é apresentado pelo personagem “Macaco Ximbica” que vai contar um pouco da história do Museu de uma maneira criativa e divertida, para agradar crianças e adultos. A programação terá encenação de peça teatral, hora do conto amazônico, realização de gincana, dinamização de jogos e kits educativos e distribuição de brindes.

Amazônia na Semana Estadual – Como parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Pará (Secti) promove, de 17 a 19 de outubro, a V Semana Estadual de Ciência e Tecnologia. Na ocasião serão apresentadas atividades, entre exposições, observações astronômicas, palestras, oficinas e atrações culturais, promovidas por diversas instituições de ensino e pesquisa locais e nacionais.

Este ano, o Museu Paraense Emílio Goeldi apresenta na Semana Estadual a exposição “Amazônia Desconhecida”, composta de painéis fotográficos que apresentam o trabalho desenvolvido pela instituição na região amazônica, com o objetivo de identificar novas espécies, além de chamar atenção para o desmatamento na região.

A exposição foi apresentada, também, na mostra de ciência, tecnologia e inovação (ExpoT&C) da 64ª Reunião da SBPC em julho deste ano. O público poderá conferir a exposição no estande que será montado na Universidade Estadual do Pará (UEPA), na Avenida Almirante Barroso.

O “Macaco Ximbica” também apresentará o “Programa Natureza” na Semana Estadual de Ciência e Tecnologia. Dessa vez, a temática será a exposição “Amazônia Desconhecida” com atividades lúdicas, em três sessões, uma para cada dia do evento, com duração de 40 minutos, voltadas para a biodiversidade amazônica, com destaque para espécies ameaçadas de extinção.

Feira de Ciências na floresta- No arquipélago do Marajó, na Foz do rio Amazonas, o Museu Goeldi realiza a 1ª. Feira de Ciências da Floresta Nacional de Caxiuanã. Como parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, acontece a feira que envolve escolas das comunidades do entorno da Estação Científica Ferreira Penna. Serão quatro dias de atividades, entre os dias 22 e 25 de outubro.

O evento é promovido pelas secretarias de educação dos municípios de Melgaço e Portel. Os trabalhos de equipes compostas por mais de 250 alunos serão avaliados por pesquisadores e técnicos do Museu Goeldi.

A difusão e apropriação de conhecimentos científicos e tecnológicos relacionados ao tema “Economia verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza” e associados às estratégias e mudanças necessárias para os desafios da sustentabilidade fazem parte da programação da.Feira que envolve estudantes de seis escolas em comunidades entre os rios Pracupi e Cariatuba.

A edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2012 acontece em várias cidades de 15 a 21 de outubro, sob a coordenação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Confira a programação completa.

Texto: Lilian Bayma e Isis Cordovil


http://semanact.mct.gov.br/index.php/content/view/6273/Semana_de_Ciencia___Tecnologia_revela_os_bastidores_da_pesquisa_no_Museu_Goeldi.html

Salão expõe obras de mais de 20 artistas de diversos lugares do país.

Fotografia, vídeo, escultura e pintura se reúnem na edição 2012.

Com obras de artistas de todo o Brasil e mostras que ocupam quatro diferentes espaços expositivos, o 31º Arte Pará foi aberto nesta quinta-feira (11), em cerimônia realizada no Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP).

Sob curadoria do crítico de arte Paulo Herkenhoff, que volta ao projeto este ano, a mostra reserva espaço de destaque à produção cultural da região, que vive um momento de reconhecimento nacional. "O Brasil está descobrindo o que foi esse processo tão dedicado e profundo de construção da cultura paraense contemporânea", observa o curador.

“O Arte Pará é um esforço de trazer a arte para a esfera pública, de torná-la cada vez mais acessível”, disse Herkenhoff durante pronunciamento na cerimônia, que contou com a presença do governador do estado do Pará, Simão Jatene, que parabenizou o projeto, e destacou a importância o fomento da cultura paraense. “Desejo longa vida ao Arte Pará”, declarou Jatene a respeito do salão, idealizado ainda na década de 80, pelo jornalista Romulo Maiorana.

A mostra traz 21 artistas selecionados, vindos dos mais diversos destinos do país. “O Pará propõe uma visão descentralizada da cultura. O centro do mundo é onde está o artista, e isso eu aprendi aqui, no Rio de Janeiro, em Nova Iorque", diz Herkenhoff.


Premiados

O vencedor do Grande Prêmio foi o Grupo Empreza, de Goiás, que pela primeira vez participou da seletiva. O coletivo assina a série fotográfica “Impenetrabilidade”, que busca desafiar as leis da física em nome de um convite à poética. “Partimos do desejo de superar uma das Leis de Newton que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço”, diz Aishá Kanda, integrante do Empreza. “Nossa intenção foi mostrar que a busca para que essa superação de limites aconteça é o mais importante”, completa.

Alice Lara, do Distrito Federal, foi uma das artistas contempladas com o Prêmio Especial, que também foi entregue a sua conterrânea, Maria de Medeiros, e Pedro Castello Branco, de Minas Gerais. “Essa premiação foi extremamente importante para minha carreira, que trabalho sozinha, e agora recebo esse incentivo para minha produção”, diz a jovem artista que, aos 25 anos de idade e cinco de carreira, é um dos destaques da mostra com a série de pinturas intitulada “Escondendo meu animal”, que versa sobre a relação afetiva do homem com os bichos.

Convidados

A edição 2012 do Arte Pará costura a multiplicidade de obras a partir do diálogo estético com a produção dos artistas convidados. Guy Veloso, Alberto Bitar e Paula Sampaio, três renomados artistas, representam o espaço de destaque que a fotografia firma no estado. “A fotografia paraense tem uma história, é a linguagem visual das mais fortes produzidas no Pará”, avalia o curador assistente do 31° Arte Pará, Armando Queiroz, que fala ainda da sua relação de longa data com o projeto. “Participei como artista selecionado na década de 90, depois fui premiado, e agora presto minha contribuição ao projeto”, declara.

A fotógrafa Paula Sampaio, nascida em Minas Gerais e radicada no Pará, é a grande homenageada desta edição. "É uma artista excepcional, uma mulher que pega sua motocicleta e vai aos confins da Transamazônica, atravessa a Belém-Brasília viajando sozinha e produzindo um olhar sobre esses lugares já ocupados pela expansão da economia. A obra de Paula Sampaio funde a presença das pessoas com elementos, pés enlameados, troncos de árvores queimadas. E assim coloca como um ambiente único o homem e seu drama, Herkenhoff.

Alberto Bitar é outro artista que se encontra em franca ascensão. Convidado da Bienal de São Paulo deste ano, ele expõe no 31° Arte Pará o vídeo “Sobre o vazio”, que versa a respeito da despedida. “Esse trabalho é um registro do apartamento em que vivi com minha família, por mais de 25 anos, e que foi vendido após a morte de meus pais”, explica Bitar. A série fotográfica “Completude” também integra a mostra, e traz um recado de recomeço. “As imagens são do novo apartamento, para onde mudei, e onde espero que também se torne um espaço de afeto”, diz Alberto, que também tem sua trajetória marcada pelo Arte Pará. “Este ano completo 20 anos de carreira, e foi logo no começo, em 1992, quando participei pela primeira vez do Arte Pará, e agora volto como artista convidado”.

Guy Veloso também é outro artista que amadureceu sua trajetória entre participações no Arte Pará. “Não passei nas duas primeiras tentativas. Depois classifiquei, já em 91, e fui premiado em 2000 e 2006”, relembra Guy, artista convidado da Bienal de São Paulo em 2010, e que integra a mostra do Arte Pará 2012 com uma série inédita. “Êxtase” retrata cenas captadas em cerimônias de religiões afro-brasileiras, que aparecem misturadas a imagens do Círio de Nazaré. Postas lado a lado, as fotografias parecem indistintas: o que se vê são devotos tomados pela fé. “Não usei legendas, então as imagens se misturam, não dá para distinguir o que é retrato de uma religião ou de outra. Elas se encontram na transcendência”, diz o fotógrafo a respeito do seu primeiro trabalho realizado inteiramente em Belém, entre 2009 e 2012.

Vindo de Alagoas, Delson Uchoa exibe suas incursões pela caatinga, para onde levou coloridas sombrinhas chinesas. A intervenção do artista culmina em um cenário lúdico e, ao mesmo tempo, critica a proliferação dos produtos chineses, fruto da exploração do trabalho. "São artistas que precisam ir a algum lugar, e nesse processo de ir e voltar, constituem um olhar que está sempre em marcha. Um olhar crítico, que nos ajuda a pensar diante do mundo", diz Herkenhoff.

O artista plástico mineiro Paulo Nazareth é outro convidado do salão. Provocativo, ele criou na cerimônia de abertura da mostra uma feira de arte, vendendo suas produções a preço de banana. “Custa de R$ 1 a R$ 4. Pode também levar a melancia”, anunciava Nazareth. Gravurista por formação, ele explica que suas obras não chegaram a tempo para a abertura porque tiveram problemas no transporte. Então ele reproduziu algumas imagens de seu vasto livro de viagens pelo mundo e pôs a venda. “A arte custa barato. É para todos. Pode levar”.

Também são convidados do 31º Arte Pará os artistas visuais Berna Reale e Rodrigo Braga e a cinesta Jorane Castro.

Serviço: 31° Arte Pará, visitação aberta ao público a partir do dia 13, em quatro espaços de Belém: Museu Histórico do Estado do Pará, localizado no Palácio Lauro Sodré, na Praça Dom Pedro II, bairro da Cidade Velha. Casa das Onze Janelas, localizado na Praça Dom Frei Caetano Brandão, na Cidade Velha. Museu de Arte Sacra, na Praça Dom Frei Caetano Brandãoe. Museu Emílio Goeldi, localizado na Avenida Magalhães Barata, 376, bairro de São Braz. Entrada franca.

G1 Pará, 15/10/2012

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