O tema faz parte da programação da Semana dos Povos Indígenas do Museu Goeldi
Agência Museu Goeldi - Levantamento da UNESCO, no ano de 2010, aponta que 190 línguas indígenas localizadas em território brasileiro estão ameaçadas. Vulneráveis e ameaçadas, as línguas são faladas somente por pessoas idosas. “E não há transmissão para as crianças da etnia”, ressalta Antonia Fernanda Nogueira, mestre em Lingüística pela Universidade de São Paulo (USP) e bolsista, na Coordenação de Ciência Humanas, do Programa de Capacitação Institucional (PCI) do Museu Goeldi.
A bolsista alertará sobre o declínio da diversidade lingüística dos índios na programação da Semana dos Povos Indígenas do Museu Goeldi, durante a terceira sessão de discussões, com o tema Documentação: estratégia de fortalecimento linguístico e cultural, em mesa redonda do dia 18 de abril, com início às 14 horas, que acontece no Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi.
“A documentação e o arquivamento de aspectos linguísticos e culturais permitem salvaguardar o conhecimento das etnias documentadas, possibilitando a disponibilização deste material para as futuras gerações”, destaca Antônia. O fortalecimento das comunidades envolvidas poderá ser utilizado por programas de revitalização e manutenção linguística e cultural, bem como por iniciativas educacionais, como a construção de materiais didáticos.
Semana dos Povos Indígenas – No período de 17 a 23 de abril, acontece a Semana Povos Indígenas: ação política, conflitos e conquistas, uma promoção do Museu Paraense Emílio Goeldi e Universidade Federal do Pará através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS). A Semana e os conteúdos nela discutidos integram também a programação do curso A importância do Museu Goeldi nos diversos níveis de ensino. O evento, que acontece no Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, apresentará mesas redondas, oficinas e mostra de filmes para debater direitos, cultura, tradição, saúde e educação dos povos indígenas.
Especialistas e palestrantes
Karl Arenz - historiador e teólogo, que atua na Universidade Federal do Pará (UFPA) autor de As Missões religiosas na Amazônia e Enfim a liberdade: a descolonização da África, obras que integram a coleção de paradidáticos publicados pela Editora Estudos Amazônicos;
Dona Onete (Ionete da Silva Gama) - vai participar da oficina ministrada pelo antropólogo do Museu Goeldi, Antonio Maria de Souza Santos “Não perca seu latim, nem seu Tupi: História, herança e prática da língua geral brasileira”. Dona Onete é compositora e intérprete de suas obras dedicadas à cultura regional. Nascida em Cachoeira do Arari na ilha do Marajó. Autora e incentivadora da cultura local, desde cedo organizou cordões de pássaros em seu município e hoje aos 71 anos vem ganhando projeção na mídia nacional.
Louis Forline - antropólogo da Universidade de Nevada e Museu Paraense Emilio Goeldi. Antônio Jorge Paraense da Paixão - Coordenação de Educação Indígena, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e representante do Conselho Indigenista Missionário (CIMI).
Serviço
As inscrições podem ser feitas no Parque Zoobotânico, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Magalhães Barata, 376, sala do Nuvop – Nucleo de Visitas Orientadas, por e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. e ainda por telefone 3182-3249/ 8141-1682 (Ana Claudia) e 8267-9276 (Helena Quadros).
Texto: Silvia de Souza Leão

